terça-feira, 11 de outubro de 2011

PARA IPCC, RENOVÁVEIS SÃO SAÍDA PARA AQUECIMENTO GLOBAL


Energia eólica no Rio Grande do Sul tem capacidade de abastecer, anualmente, o consumo residencial de cerca de 750 mil pessoas. Crédito: Inês Arigoni


Com as tecnologias disponíveis atualmente, é possível que apenas 2,5% das fontes viáveis de energias renováveis consigam suprir cerca de 80% da demanda mundial de energia até 2050. Essa é uma das informações contidas no novo relatório lançado, na segunda-feira (09/05), pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).

domingo, 9 de outubro de 2011

FLORESTAS E PARQUES SÃO A MESMA COISA?

Parques servem para proteger a biodiversidade (PARNA Peneda-Gerês). Crédito: Pedro Cunha e Menezes


A recente crise econômica que se instalou na Europa abateu primeiro Grécia e Irlanda. Logo depois atingiu Portugal. Em terras lusas chegou com força, derrubou o Governo socialista e obrigou a administração do país a fechar um acordo de austeridade fiscal e financeira muito rigoroso com a tróica formada pelo Fundo Monetário Internacional, pelo Banco Central Europeu e pela Comissão Europeia, para fiscalizar os empréstimos conceitos a Lisboa.

O acordo, reclamam alguns portugueses, é draconiano. Inclui a redução de salários e do 13º do funcionalismo, a demissão de funcionários temporários, o aumento de impostos, o corte nos gastos públicos e a fusão, a venda ou a extinção de muitas autarquias e repartições governamentais.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

FLOR OFERECE POUSO A BEIJA-FLORES EM TROCA DA REPRODUÇÃO

Nectariniideos, que ocupam o mesmo nicho de nossos beija-flores, preferem o néctar de flores onde eles podem docemente se empoleirar. Foto: Divulgação


Os beija-flores africanos não batem as asas como os nossos. Na África, os coloridos pássaros da família Nectariniidae ocupam o mesmo nicho ecológico de nossos beija-flores – chamados também de colibris. Mas, ao contrário dos nossos, os primos do outro lado do Atlântico não batem as asas freneticamente enquanto colhem o néctar das flores. Eles preferem pousar em poleiros naturais de suas amigas locais, as plantas do gênero Babiana.

Ao longo do Cabo Ocidental da África do Sul, os nectariniideos  mantêm uma estreita relação com as babianas. Elas oferecem uma haste, onde eles repousam durante a alimentação. Em troca, polinizam as flores e garantem o cruzamento e, conseqüentemente, a reprodução das plantas.

Beija-flor e plantas: um caso de amor

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

ECOCONOMIA


As fezes humanas já alimentam boa parte do mundo. E podem alimentar bem mais. De quebra, elas também são uma alternativa de energia (hum...) limpa. E se prepare: ainda existe um verdadeiro pré-sal de cocô a ser explorado! 


"Merda de Artista. Contém 30 gramas", dizia o rótulo das 90 latinhas nas quais o dadaísta Piero Manzoni embalou o próprio cocô em 1961. Quatro décadas depois, as latas estão expostas em alguns dos mais importantes museus do mundo - da Tate Modern, de Londres, ao Centro Georges Pompidou, em Paris - e são disputada nos leilões da Sothesby’s por lances de até 124 mil euros - R$ 10 mil o grama. Mas não precisa ser de artista para o cocô humano valer dinheiro.

De toda a comida do mundo, 10% são produzidos pelos 200 milhões de camponeses que usam esgoto cru para irrigar e fertilizar suas plantações, principalmente na Ásia, segundo estudo do Instituto Internacional de Gerenciamento de Água (IWMI, na sigla em inglês).

sábado, 1 de outubro de 2011

AUMENTA A POPULAÇÃO DE ARARINHAS-AZUIS NASCIDAS EM CATIVEIRO


Paul e Paula. Com novas ararinhas nascidas na Alemanha, população da ave em cativeiro chega a 100 indivíduos (Foto: Patrick Pleu)

A Associação para a Conservação dos Papagaios Ameaçados (ACTP, na sigla em inglês) divulgou nesta sexta-feira a informação de que duas novas ararinhas-azuis (Spix-macaw) estão crescendo saudáveis em seu aviário em Berlim, Alemanha. As duas aves, batizadas de Paul e Paula, nasceram no inicio de julho mas sua sobrevivência só foi confirmada após a passagem desses primeiros dois meses, considerados críticos.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

FLORESTAS REDEM BILHÕES PARA A ECONOMIA

Florestas de pé não são boas só para a biodiversidade. Elas geram bilhões para a economia. Quando as tratarmos como empresas, aí, sim, o desmatamento pode cair a zero. Ou abaixo de zero.

Um Maracanã de floresta acaba de desaparecer. Isso desde que você começou a ler este texto, há 1 segundo. Amanhã, neste mesmo horário, você levará a vida como sempre - esperamos. Mas os integrantes de 137 espécies de plantas, animais e insetos, não. Eles terão o destino que 50 mil espécies por ano têm: a extinção. Argumentos como os 15 Maracanãs de mata tropical devastados desde o início deste parágrafo - agora, 17 -, são fortes, mas nem sempre suficientes para que algo seja feito. Só que existe outro, talvez ainda mais persuasivo: dinheiro não dá em árvore, mas árvore dá dinheiro.

Hoje, manter uma floresta em pé é negócio da China. Em uma área estratégica perto do rio Yang Tsé, o governo chinês paga US$ 450 aos fazendeiros por hectare reflorestado. O objetivo é conter as enchentes que alteram o fluxo de água do rio. Equilíbrio ecológico, manutenção do ecossistema, mais espécies preservadas, esses são os objetivos do Partido Comunista Chinês? Não.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

ESTUDO REAFIRMA: FLORESTAS PRIMÁRIAS SÃO INSUBSTITUÍVEIS

Ruínas de templo Maia na Floresta Tikal, Guatemala: 500 anos de recuperação não foram suficientes. Foto: Willem van Bergen


 
Uma equipe internacional de cientistas analisou 138 artigos científicos encontrados em 28 países diferentes e concluiu: quando se trata da manutenção da biodiversidade em áreas tropicais, as florestas primárias são insubstituíveis. Entre todas as possibilidades analisadas, apenas a retirada seletiva de madeira apresentou um impacto considerado pequeno. Ainda assim o efeito sobre a biodiversidade foi negativo. O artigo foi publicado na edição desta quarta-feira (14 de setembro) da revista Nature.

Mais de duas mil possibilidades foram consideradas na análise. “Praticamente qualquer outra alternativa, além das áreas de floresta madura e pouco perturbadas, é um péssimo negócio para a nossa biodiversidade florestal”, afirma o professor Carlos Peres, da Escola de Ciências Ambientais da Universidade de East Anglia, um dos autores do artigo.